A dívida da Universidade Federal de Goiás (UFG), hoje, já soma aproximadamente R$ 17 milhões. A informação foi confirmada pelo reitor da unidade de ensino superior, Edward Madureira Brasil, ao POPULAR e, segundo ele, os débitos começaram a ser contraídos a partir de 2014 e ano após ano o valor foi crescendo. Consequentemente, os investimentos da UFG para 2018 serão contingenciados.

Estudantes e professores têm reclamado que algumas áreas da instituição já começam a ser afetadas e a perspectiva para o restante do ano não é positiva. As principais queixas se dão por conta da estrutura dos laboratórios, em que componentes já começam a faltar, do contingenciamento de bolsas, além de paralisação ou atrasos no cronograma das obras.

O reitor afirma que os recursos repassados pelo Ministério da Educação (MEC) para 2018 são na mesma proporção do ano passado o que, na visão dele, não deixa de ser uma redução de financiamento. “Porque tem correção nos preços que a universidade pratica, por exemplo, em contratos de vigilância, limpeza, energia elétrica, tudo isso tem correção. Mesmo mantendo o desempenho, vai ter uma queda porque os custos aumentam”, diz.

Outro ponto que ele chama a atenção é no gasto com funcionalismo. “A folha cresceu e achatou os demais recursos que são para o custeio da Universidade no dia a dia. Por isso esse regime fiscal impacta de imediato”, justifica.

O reitor lembra que a partir de setembro do ano passado a UFG não tinha mais condições de pagar as despesas básicas. Nesse ano, conforme ele, a situação pode ser ainda mais complexa. . “Isso vai se repetir esse ano com maior gravidade, porque na prática o orçamento para administrar é menor que no ano passado”.

Estrutura

A UFG relata que existem atualmente 20 obras em andamento, entre reformas e construções, e apenas a do prédio da Engenharia Mecânica, no Câmpus Samambaia, em Goiânia, está paralisada. “Hoje ainda faltam cerca de 45% para concluir. O valor total da obra é de aproximadamente R$ 5,5 milhões”, informa.

Por outro lado está em andamento a construção do novo Câmpus da UFG em Aparecida de Goiânia. Porém, o reitor Edward Madureira relata que não existe orçamento para finalizá-lo. “É uma grande obra e será necessária a liberação de recursos do governo para a conclusão. Não temos orçamento, diferentemente do Hospital das Clínicas (HC), em que os recursos estão assegurados no orçamento e devidamente empenhados. O que a gente tem é um atraso do repasse do financeiro”, conta.

A parte estrutural (rede elétrica, água, esgoto e asfalto) será providenciada pela Prefeitura de Aparecida. As obras para o câmpus tiveram início em fevereiro de 2015. E a previsão era concluir no final deste ano.

Os alunos também cobram a construção de mais um Restaurante Universitário (RU), já que o do Campus Samambaia não tem atendido a todos. “Como se constrói sem recursos? A demanda no restaurante aumentou em função da crise econômica do País. Investimentos grandes estão restritos”, diz o reitor.

Foto: Divulgação

Fonte / Foto: O Popular
Jornalismo Portal Panorama

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