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A Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) realizou nesta terça-feira (10), reunião conjunta das Comissões de grãos, crédito rural e de irrigação, no estande do Sistema Faeg Senar e Sebrae, na Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO). Participaram produtores de Rio Verde, Jataí, Paraúna, Mineiros, Vicentinópolis e Cristalina. Entre as pautas estavam o vazio sanitário do feijão, soja, safrinha, Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019 e cobrança pelo uso da água.

Para dar maior efetividade ao cumprimento do vazio sanitário do feijão em Goiás, a Faeg discutiu com produtores e aprovou um calendário de semeadura, que foi autorizado pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e deve entrar em vigor ainda este ano, conforme Instrução Normativa a ser publicada. As datas foram definidas com base na disponibilidade de cultivares de ciclo mais precoce para o Estado.

Região Sul/Sudeste (exceto Paraúna) vazio sanitário de 05 de setembro a 05 de outubro e plantio de 06 de outubro a 15 de junho. Região Centro-Oeste/Entorno do DF, vazio sanitário de 20 de setembro a 20 de outubro e o plantio de 21 de outubro a 30 de junho.

Soja safrinha

Estabelecido em Goiás desde 2014, o calendário de plantio da soja (1º/10 a 31/12) tem como um dos objetivos evitar o plantio de soja safrinha. Porém, foram detectadas lavouras irregulares, semeadas em janeiro/fevereiro, que somam cerca de 20 mil hectares em Jataí, com a finalidade aparente de comercialização de sementes piratas.

Tendo em vista que a autuação máxima da Agrodefesa neste caso é de R$ 18 mil por produtor, a Associação Goiana dos Produtores de Sementes e Mudas (Agrosem) vai entrar com uma ação civil pública no Ministério Público de Goiás solicitando a destruição da lavoura e punições aos produtores que estão fazendo soja safrinha por dano ambiental e dano à coletividade (prejudicando os demais agricultores, ainda mais que em todas essas áreas irregulares foi constatada a presença de ferrugem asiática. Agrosem convidou Faeg e Aprosoja-GO para entrarem junto nesta ação.

Durante a reunião desta manhã, os produtores presentes também sugeriram aumentar os valores de multas para os plantios de soja safrinha, como forma de moralizar os produtores que desobedecem a norma e inibir casos recorrentes.

Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019

Dentro dos próximos dois meses o Ministério da Agricultura deve divulgar o novo Plano Safra e, como faz todos os anos, a Faeg e outras entidades do setor apresentaram algumas demandas ao ministério, entre as quais: Volume de recursos: R$ 200 bilhões; Juros: redução das taxas de 8,5% ao ano para 5,5% a.a. para a agricultura empresarial e de 7,5% a.a. para 4,5% a.a. ao ano para médios produtores (Pronamp); Programas: redução da taxa de juros do PCA para 4% a.a., do programa ABC para 5% a.a.; Seguro rural (PSR): volume de R$ 1,2 bilhão; Ampliação de crédito para o programa Moderinfra (irrigação) e aumento dos preços mínimos de milho e de feijão.

Cobrança pelo uso da água

Até o final de 2018 deve entrar em vigor a cobrança, normatizada no ano 2016, pelo uso da água da Bacia do Rio Paranaíba para irrigação. A Comissão de Irrigação da Faeg conseguiu reduzir a proposta inicial de R$ 28,00/hectare/ano para um valor médio de R$ 6,63/ha/ano nos casos de captação direta de água e R$ 4,64/ha/ano para captação em barragem.

Além disso, falou-se da importância da participação atuante de produtores nos Comitês das Bacias para defender os direitos dos irrigantes, já que a água tem uso múltiplo. Foi citado o caso dos Estados do Sul, onde os produtores participam dos comitês de forma tão ativa que lá não há cobrança pelo uso da água para irrigação.

Fonte: Aprosoja Goiás e Faeg
Foto: Fredox Carvalho
Jornalismo Portal Panorama

Foto: Divulgação
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