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Colunista: Jackelyne Dutra – CRMV-GO 05767

Assim como humanos, os cães e gatos também passam pelo processo de troca de dentes, esse processo inicia com aproximadamente quatro meses de vida.

Os dentes decíduos devem “caír” até os sete meses de idade. A persistência dessa dentição facilitará o acúmulo de placa bacteriana e trará problemas de oclusão (mordida) para o animal. Dois dentes não podem ocupar o mesmo alvéolo, portanto, na presença do dente permanente, o dente decíduo deve ser extraído.

Os primeiros dentes a aparecer são os dentes incisivos, seguidos pelos dentes caninos e depois os dentes pre-molares. Os cães têm 28 dentes de leite. Alguns fatores como doenças, estado nutricional e raça podem alterar o tempo da erupção.

A escovação deve ser iniciada logo que possível, ainda na dentição decídua, facilitando assim o condicionamento do animal. Brinquedos e ossinhos artificiais ajudam na prevenção da placa bacteriana, porém nada substitui a escovação, que deverá ser diária. Ossos longos naturais não são recomendados pelo grande risco de fraturas dentárias.

Às vezes alguns tutores são orientados a esperarem um ano para fazer a extração. Isso é um erro, pois quanto mais tempo demorar, mais o animal vai sofrer.

Raças pequenas, como york, maltês, chihuahua, pinscher, poodle, é comum ter a agenesia (que é a não formação) de alguns dentes permanentes, principalmente pré-molares.

Os dentes de leite são mais finos, pontiagudos e brancos.

Dentição dupla:

Foto: Divulgação

Durante a fase da troca de dentes nos cães existe a possibilidade dos animais apresentarem um problema chamado de dentição dupla.

A dentição dupla é quando acontece a persistência dos dentes de leite, ou seja, o dente permanente erupciona mas o dente de leite fica na boca.

Além do desconforto e da interferência na mastigação, essa condição pode causar outros problemas nos cães. A dupla dentição facilita o acúmulo de placa bacteriana, aumentando as chances de o animal ter a doença periodontal.

A consequência mais grave da doença periodontal é que as bactérias e seus metabólitos que estão na cavidade oral caem na circulação sanguínea e se alojam em órgão vitais como rins, coração, fígado e outros. Portanto a higidez da cavidade oral tem estrita relação com a saúde sistêmica.

Foto: Divulgação

Imagem da boca de um filhote de cão de 6 meses de idade apresentando o encaixe normal dos dentes permanentes: (a) canino superior, (b) canino inferior e (c) terceiro incisivo superior.

Foto: Divulgação

Imagem da boca de um filhote de cão de 6 meses de idade com persistência do canino de leite superior (a). O dente permanente (b) nasceu em posição errada não havendo espaço para o canino inferior (c).

Foto: Divulgação

Imagem da boca de um filhote de cão de 6 meses de idade com persistência dos caninos de leite superior (a) e inferior (e). O dente permanente (c) nasceu mais para frente, em posição errada, não havendo espaço para o canino inferior (d) que está machucando o céu da boca. Além disso, por os dentes estarem muito próximos, há um maior acúmulo de placa bacteriana que leva a inflamação da gengiva (b).

A saúde do animal começa pela boca. Fique atento a dentição do seu animal e peça para que o veterinário examine a cavidade oral como exame de rotina.

Colunista: Jackelyne Dutra – CRMV-GO 05767
Jornalismo Portal Panorama
Foto Capa: Vânia Santana

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