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A suinocultura possui grande potencial de crescimento em Goiás, mas para avançar é preciso que o produtor fique atento ao mercado de grãos. Segundo Iuri Pinheiro Machado, presidente da Comissão de Suinocultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e da Comissão Nacional de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), 70% dos custos de produção estão relacionados à alimentação dos animais.

De acordo com ele, a intenção é mostrar a situação da suinocultura no Brasil e em Goiás e quais as características e peculiaridades da atividade para quem pretende investir nela. “O Brasil é o quarto maior produtor e exportador de suínos no mundo e Goiás e o sétimo estado produtor e quarto exportador. A carne suína ainda é relativamente pouco consumida em relação a outras carnes no nosso país e tem grande potencial de crescimento, não somente pela qualidade e sabor, mas também pelo preço competitivo, fruto da eficiência de produção que alcançamos”, ressalta.

Avanços e desafios

Iuri explica que houve avanços no setor nos últimos anos, principalmente com a desmistificação da carne. “A derrubada de preconceitos infundados tem sido um dos maiores avanços na melhoria do mercado da carne suína. A produtividade dos rebanhos também experimentou um grande salto na última década. Não existe mais lugar para amadorismo na atividade. O produtor tem que se profissionalizar e isto inclui planejamento estratégico especialmente na aquisição de insumos, como milho e farelo de soja”, enfatiza.

O presidente da Comissão da Faeg e CNA reforça que os produtores, por meio de associações e cooperativas e com o apoio da Federação, têm se organizado exatamente para buscar melhorias nas condições de produção e comercialização. “Isso tanto na melhor eficiência de produção ou mesmo no desenvolvimento do varejo, com oferecimento de cortes práticos e atrativos ao consumidor”, diz.

São grandes os desafios, especialmente no que diz respeito ao acesso ao crédito. “Ainda é o principal gargalo. É uma atividade de ciclo relativamente longo que exige alto investimento em instalações e capital de giro. Sem incentivos específicos são poucos os produtores que entram na atividade”, ressalta.

Destaque

Goiás possui duas suinoculturas diferentes, informa Iuri. De acordo com ele, uma maior representa mais de 70% do rebanho do estado, que é a integrada a BRF, na região de Rio Verde. “A outra suinocultura, independente, tem crescido e mudado seu perfil nos últimos anos para produtores com maiores escalas e perfil mais empresarial que no passado recente. Goiás não é autossuficiente em produção de carne suína e, em torno de 40% da carne in natura consumida no estado vem de fora, principalmente do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, ou seja, há muito mercado a ser conquistado”, revela

Fonte: Faeg
Foto Capa: Vânia Santana

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