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Cuidados com seu animalzinho no calor

Foto: Divulgação/Internet
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Colunista: Jackelyne Dutra – CRMV-GO 05767

Nesses dias quentes, os nossos bichinhos de estimação requerem cuidados redobrados. Os cães possuem uma dificuldade maior de manter a temperatura corporal em dias quentes, por isso muitos deles sofrem com a hipertermia. Os gatos evoluíram como animais do deserto e conseguem lidar melhor com o calor do que os cães, mas isso não significa que eles não necessitem de água fresca e limpa e um ambiente agradável.

Há algumas glândulas sudoríparas nos coxins das patinhas nos coxins e nas narinas. Mas a regulação térmica corporal é feita, basicamente através da respiração, nos cães. Já se o gato ficar ofegante, fique atento! Resfrie-o imediatamente e leve ao veterinário.

Raças com focinhos achatados (braquicefálicas), como Pugs, Bulldogues e Shitzus, tem maior dificuldade para fazer essa regulação de temperatura corporal. Isso porque o canal nasal é mais curto, o que torna a respiração mais difícil, já que a passagem do ar apresenta maior resistência.

Animais obesos e idosos também estão mais predispostos a hipertermia. Outros animais que sofrem bastante com esse clima, são os de pelo longo e densos.

As principais raças que apresentam subpelos são: Collie, Pastor de Shetland, Lulu da Pomerania, São Bernardo, Terra Nova, Samoieda, Akita, Pastor Belga e Chow Chow.

Contudo, essas raças que apresentam subpelos não têm a recomendação de serem tosadas completamente, isso devido a possibilidade dos pêlos demorarem muito para crescer, em alguns casos até 2 anos, o que é chamado de alopecia pós tosa, e até a possibilidade de não crescerem, isso devido a alguma enfermidade associada, principalmente de caráter endócrino. Com base nisso, as tosas das extremidades dos pelos podem ser feitas pois preservam o subpelo e assim retardam muito a possibilidade de alopecia pós tosa.

Esta pelagem dupla cria uma camada de ar que protege o animal do calor e do frio, preservando assim a temperatura corporal, e só em calor ou frios extremos é que esses animais podem se sentir desconfortáveis.

Durante o verão é normal os animais diminuírem seu ritmo de alimentação. Não se preocupe com isso, o máximo que você pode fazer é oferecer várias porções ao dia do alimento para ver se ele se anima um pouco mais em comer.

Existe algumas dicas que pode aliviar o calor dos nossos animais:

  • É recomendável que os donos coloquem mais vasilhas pela casa e que estejam atentos à temperatura da água; Pedimos muita atenção, principalmente para os gatos, que não bebem água tão bem quanto os cães. É bom conferir se a água está fresca;
  • Colocar água de coco e gelo na água é recomendável;
  • Picolés de frutas ou alimentos úmidos (sachês de carne) pode ser oferecido ao animal;
  • Evitar passeios e exercícios das 10 às 17 hs;
  • Usar protetor solar para cães e gatos, de 2 em 2 hs;
  • Tosar animais de pelos longos;
  • Banhos devem ser dados uma vez na semana, e o pêlo deve ser bem secados;
  • Evitar molhar o cachorro para “refrescar”, a pele úmida e quente é ambiente propício para crescimento de fungos, bactérias;
  • Climas quentes são os ideais para o desenvolvimento do carrapato, por isso deixe seu ambiente e animal sempre protegido com anticarrapaticidas;
  • Não deixar animal preso dentro do carro, principalmente quando o clima está quente;
  • É importante também lembrar que o cão fica mais perto do solo. Uma boa maneira de conferir se o chão está muito quente é verificar o asfalto com a sola do pé: se estiver tão quente que seja impossível caminhar descalço, está quente demais para o animal também.

Quem ama cuida! Procure sempre um médico veterinário de confiança e realize exames periodicamente. Os animais sentem frio, fome, sede, dor e calor. É obrigação do proprietário deixá-los livre de tudo que ameace o bem-estar de seu animal.

Colunista: Jackelyne Dutra – CRMV-GO 05767
Jornalismo Portal Panorama

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