Agronegócio

Produtor de Jataí reduz custo de energia com sistema fotovoltaico

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Com uma área de 4 mil hectares (ha) em produção, no município de Jataí (GO), o paranaense Antônio Gazarini tem história no sudoeste goiano com altos números de produtividade nas lavouras de milho. São mais de 30 mil toneladas do grão produzidas anualmente e para estocar tudo isso, o agricultor mantém em funcionamento armazéns com alta demanda de energia elétrica. Em 2015, Gazarini viu na energia solar a possibilidade de diminuir os custos da produção, tendo o sol trabalhando a seu favor na produção de energia.

O produtor rural conta que após pesquisas sobre a tecnologia e a viabilidade econômica do projeto, apresentadas pela empresa Strom Brasil, não teve dúvidas em investir no negócio. “Nós vimos a viabilidade do projeto porque energia elétrica é muito cara e demanda muitos recursos. Além disso, a empresa que escolhemos para executar esse investimento viabilizou todo o projeto pelo Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO)”, conta Antônio. O empresário estima obter o retorno do valor investido em cinco anos.

Entre as vantagens do sistema, Gazarini aponta a redução dos custos da conta de energia e a capacidade de produção a partir de uma fonte renovável infinita (o sol). “A grande vantagem é que, com o funcionamento sazonal dos armazéns, tem época que nós estamos produzindo energia, mas não estamos consumindo. Isso gera créditos que quando forem necessários, serão compensados junto à concessionária; temos uma garantia de 25 anos do sistema que adquirimos, além de ser uma energia limpa e de graça”, afirma.

Para Gazarini não resta dúvidas, foi um investimento certo. “A usina está em pleno funcionamento, trata-se de um projeto totalmente viável e, até o momento, os resultados têm sido dentro do esperado. No final do ano, quando completarmos um ano de funcionamento, teremos dados ainda mais precisos, visto que a demanda principal são os armazéns, que têm funcionamento sazonal. Já estou indicando para os amigos”, diz.

Eficiência Energética

Projetada para uma produção média de 30.000 kWh/mês, a usina fotovoltaica na Fazenda Bom Jardim está em funcionamento desde novembro de 2016 e atende toda a demanda da propriedade: sede e armazéns. São 690 painéis fotovoltaicos e 6 inversores de energia, totalizando 214 kW. Segundo o diretor comercial da Strom Brasil, Fernando Sabino, responsável pelo projeto, a capacidade de produção de energia da usina corresponde ao uso mensal de 300 domicílios de baixa renda.

Fernando destaca a facilidade de acesso às informações de desempenho do sistema fotovoltaico. “A Strom conta com um sistema de monitoramento remoto que permite que o produtor acompanhe, em tempo real, o desempenho de sua usina, tanto na economia de energia, quanto nos benefícios ambientais, inclusive, se quiser, pelo celular”, destaca.

Pensando lá na frente

O engenheiro agrônomo Cláudio Seabra, representante comercial da Strom Brasil, esclarece que a implantação de usinas de energia fotovoltaica não causam impactos ambientais, como por exemplo, inundações de áreas agricultáveis, devastação da flora e fauna e emissão de CO2 na atmosfera, impactos estes, danosos e, muitas vezes, irreversíveis para o ecossistema. “O Brasil possui um imenso potencial para gerar eletricidade a partir do sol. Só para se ter uma ideia, a radiação solar na região mais ensolarada da Alemanha, que é um dos líderes mundiais no uso da energia fotovoltaica, é 40% menor do que na região menos ensolarada do Brasil”, destaca.

Cláudio Seabra esclarece ainda que o custo de implantação de uma usina fotovoltaica, que era economicamente inviável há algum tempo atrás, caiu cerca de 40% nos últimos 4 anos. “Este fato, somado à abertura de linhas de crédito de financiamento como, por exemplo, o FCO, faz com que, agora, os projetos sejam muito viáveis, pois as parcelas do financiamento bancários são cobertas pelos valores anteriormente pagos para a concessionária de energia. Como o payback dessas operações se dá entre 4 e 7 anos, dependo do projeto e, a garantia de produção da usina é superior a 20 anos, o que era despesa para o irrigante, passa a ser uma grande fonte de lucro”, ressalta.

Outra viabilidade do investimento é a possibilidade de produzir energia em uma área – rural ou urbana, e compensá-la em outro endereço dentro da área da mesma concessionária. “Caso o consumo esteja abaixo da produção de energia da usina fotovoltaica, o proprietário pode fazer a compensação do excedente em sua casa ou escritório”, explica Seabra. Segundo o Caderno de Recursos Energéticos Distribuídos – FGV Energia, a geração distribuída no Brasil tem como base o “net metering”, no qual o consumidor-gerador (ou “prosumidor”, palavra derivada do termo em inglês prosumer – producer and consumer), após descontado o seu próprio consumo, recebe um crédito na sua conta pelo saldo positivo de energia gerada e inserida na rede (sistema de compensação de energia). Sempre que existir esse saldo positivo, o consumidor recebe um crédito em energia (em kWh) na próxima fatura e terá até 60 meses para utilizá-lo. No entanto, os “prosumidores” não podem comercializar o montante excedente da energia gerada entre eles.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) os sistemas solares fotovoltaicos instalados em residências, comércios, indústrias, prédios públicos e na zona rural, já representam mais de 99% das instalações de micro e minigeração distribuídas no Brasil. O país possui, atualmente, 12.520 sistemas fotovoltaicos conectados à rede, que proporcionam economia na conta de luz dos consumidores e beneficiam um total de 13.897 unidades consumidoras espalhadas pelo território nacional. Dos 100 MW instalados, 42% são provenientes da fonte solar fotovoltaica e representam mais de R$ 850 milhões em investimentos no país.

Fonte: Irrigo
Foto: Irmãos Gazarini
Jornalismo Portal Panorama

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