Saúde e Bem Estar

Precisamos falar sobre suicídio

Foto: Vânia Santana / PaNoRaMa
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Há uma semana os fãs de rock e o mundo todo ficaram arrasados com o anúncio da morte de Chester Bennington, frontman da banda Linkin Park. O suicídio do cantor ocorreu no dia do aniversário de nascimento de seu amigo, Chris Cornell, falecido em maio, após suicídio por enforcamento.

As duas mortes tem um fator em comum: homens ‘bem-sucedidos’ e sem, aparentemente, motivo algum para desejar o fim de sua vida. Sempre que há o falecimento de pessoas importantes causado por suicídio, levantamos a questão: o que leva uma pessoa a “querer morrer”?

Primeiramente, é importante entender que o suicídio é o ato último de uma série de fatores, não ocorrendo devido a um motivo isolado. Tristeza profunda, perda de pessoas próximas, perda de empregos e outras situações podem causar esgotamento emocional a tal ponto que, a única alternativa viável seja terminar seu sofrimento de maneira fatal. Na maioria dos casos, há relação com algum transtorno mental.

O suicídio é uma das principais causas de morte de jovens e adultos, entre 18 e 44 anos. Alguns dos transtornos mentais relacionados a ele são: depressão, transtorno do humor bipolar, dependência de álcool e outras drogas psicoativas. Por ser um dos grandes tabus da sociedade e estar relacionado às patologias e desordens mentais, essa causa de morte é de difícil prevenção.

Além disso, há muito preconceito e mitos sobre ele. Entre eles, temos:

  • Suicídio é uma decisão individual
  • Quem ameaça se matar só quer chamar atenção, não se matar de verdade
  • Quando o indivíduo melhora ou sobrevive à uma tentativa de suicídio, ele está fora de perigo
  • É proibido que a mídia aborde o tema
  • O melhor a se fazer sobre ele é não falar, pois isso pode levar a mais casos de morte por suicídio e tentativa.

Chester exemplifica, em uma entrevista à rádio KIIS FM, a sensação de não haver saída para seu sofrimento. Ele mostra como tentava conviver, às vezes sozinho, com a depressão, com o outro Chester que vivia em sua cabeça e que esse era o local mais difícil de ficar sozinho. Apesar de ser notório em sua profissão, ter uma família estruturada e aparentar ser feliz, ele não conseguiu estar, de fato, bem em sua saúde mental.

O que percebemos nos casos de Chester e Chris? O suicídio, por mais que o senso comum insista em se calar, precisa ter espaço de discussão. É necessário que se entenda o processo que causa e, de tal maneira, prevenir essa causa de morte, uma das maiores entre jovens no mundo.

Abaixo, estão disponíveis os telefones que auxiliam no caso de ideação suicida:

CVV – Centro de Valorização da Vida: 141

Psicolaris: 9 8454-4392 / 9 9606-9313

Link da entrevista de Chester (em inglês)

Essa coluna destina-se a esclarecer e desmistificar a psicologia como área de trabalho não apenas para os ditos “loucos”, mas para mostrar que a manutenção da saúde mental ajuda no bem-estar cotidiano, proporcionando uma vida melhor e mais ativa.

Telefone para contato e mais informações: 64 9 9606-9313 e 64 9 8454-4392.
Facebook: https://www.facebook.com/psicolaris/?ref=aymt_homepage_panel

Colunista: Priscila Barbosa de Oliveira
Sócia proprietária da Psicolaris – Atendimento Domiciliar e Saúde Mental.
Psicóloga, é formada pela Universidade Federal de Goiás, CRP – 09/10213

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