É importante, inicialmente, saber o que é a psicoterapia, uma das técnicas utilizadas pelos psicólogos. Essa terapêutica é utilizada a fim de tratar problemas relacionados às emoções humanas e ao aparelho psíquico, tais como depressão, ansiedade e outros. O grande objetivo da psicoterapia é auxiliar o sujeito a entender o que ocorre com ele, suas emoções, o local que ele está, suas próprias escolhas e, a partir disso, ajudá-lo a perceber uma maneira de resolver questões desconfortáveis a ele. Ela é utilizada na psicologia clínica e em todas as áreas da grande ciência psicológica, sendo, de tal forma, exclusiva do uso de psicólogos e psiquiatras.

Ao se iniciar uma psicoterapia, uma das primeiras coisas passada aos pacientes é a questão do sigilo profissional. É um dos mais importantes artigos do código de ética e um dos princípios que norteiam a profissão do psicólogo. O sigilo respalda o paciente de ter sua história divulgada por aquele profissional a quem confiou e auxilia no processo de melhora.

Contudo, apesar de haver todo o respaldo sigiloso, nem sempre há vínculo entre profissional e paciente. Mas, o que é esse vínculo e porque ele é tão importante? Algumas vezes, quando o paciente procura a terapia, ele se detém a alguns aspectos interessantes: há quanto tempo o profissional é formado; qual especialização dele; quais outras formações ele tem; quem já foi atendido por ele e “deu certo”. Após essa pesquisa, o indivíduo vai a esse profissional. Todavia, nem sempre a psicoterapia funcionará como expectativa inicial. Aí entendemos a importância do vínculo criado entre terapeuta e paciente.

Para que haja possibilidade de atendimento, é preciso que o psicólogo e o atendido se “deem bem”. A relação estabelecida dentro do consultório é a parte importantíssima para iniciar-se o tratamento do sujeito. Caso essa relação não seja muito bem alicerçada, a pessoa ouvida pode não se sentir confiante para falar sobre alguns aspectos importantes de sua história. É essencial que haja domínio da técnica psicoterápica para que o trabalho ofertado seja de excelência, mas, não havendo conexão, a terapia não funcionará.

Porém, é importante salientar que a relação psicólogo-paciente é respaldada pelo respeito, profissionalismo e, acima de tudo, empatia. O técnico não deve, em quaisquer hipóteses, estender a relação além setting terapêutico, como, por exemplo, ser amigo íntimo, frequentar casa, fazer festas ou participar do mesmo grupo social que seu paciente. Outro aspecto importante é que, muitas vezes, há uma confusão do papel do terapeuta. A depender da situação, o paciente acaba entendendo que o terapeuta é além de um profissional habilitado para seu tratamento, tentando se aproximar intimamente e, muitas vezes, apaixonando-se pelo local ocupado pelo psicólogo. Nesses casos, é aconselhado transferir para outro profissional adequado, pois se torna inviável continuar a terapia porque o papel de técnico já não existe, passando a ocupar um outro patamar para seu paciente.

Além de tudo exposto, há ainda alguns outros grupos que o terapeuta não está qualificado a atender. Esses grupos são: familiares, amigos, parentes, colegas de trabalho e todas outras pessoas que haja convívio íntimo estabelecido previamente ao início dos atendimentos. Portanto, o profissional de psicologia deve estar consciente de quais são as relações que ocorrem no setting terapêutico e repassar, claramente, essas informações ao paciente.

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Colunista: Priscila Barbosa de Oliveira
Sócia proprietária da Psicolaris – Atendimento Domiciliar e Saúde Mental.
Psicóloga, é formada pela Universidade Federal de Goiás, CRP – 09/10213

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