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Linfoma em cães e gatos

Foto: Divulgação
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Colunista: Jackelyne Dutra – CRMV-GO 05767

Linfoma ou linfossarcoma é um tipo de tumor maligno que se origina de ógãos sólidos, como linfonodos, fígado e baço (sistema linfático).

Os linfócitos são as células produzidas pelos linfonodos. Quando os linfócitos se tornam cancerosos dentro do linfonodo, ele incha e endurece; os linfócitos malignos viajam pelo sangue até outros linfonodos, e em pouco tempo todo eles estarão afetados. Depois, a medula óssea, onde a maior parte das células sanguíneas são formadas, também começa a ser afetada pelo câncer. O sistema imunológico é destruído e anemia severa ocorre. Então, o animal debilita e pode ir a óbito. Sem tratamento, animais com linfoma tem a expectativa de vida de apenas 4 a 8 semanas após o diagnóstico confirmado.

Com tratamento, o animal tem excelentes chances de reduzir os tumores a níveis mínimos e ter uma boa qualidade de vida.

Nos cães a causa dos linfomas é desconhecida, assim como nos humanos. Normalmente acomete cães de 6 a 12 anos de idade. Existe uma predisposição racial: Golden Retrievers, Cocker Spaniels, Rottweilers, Boxer, BassetHound, São Bernardo, ScottishTerrier, AiredaleTerrier e Bulldog Inglês sofrem grande risco.

Segundo Nelson & Couto (2006), em gatos foi relatado que 70% que tinham linfoma apresentavam infecção pelo vírus da leucemia felina (VLF). E os gatos infectados com o vírus da imunodeficiência felina (VIF) são quase seis vezes mais propensos a desenvolver linfoma que os não infectados.

Os sintomas do linfoma vão depender da onde o tumor está localizado. O sinal mais evidente é o aumento dos gânglios (popularmente chamado de íngua). O animal pode ou não apresentar esse sinal clínico e torna-se imprescindível o exame físico e clínico de um médico veterinário para fechar o diagnóstico.

Existem quatro formas anatômicas de linfomas:

  1. Multicêntrica: ocorre um aumento súbito e generalizado dos linfonodos superficiais e também dos cavitários. Pode acometer fígado e medula óssea.
  2. Mediastinal: aumento do volume dos linfonodos da cavidade torácica. Animal pode apresentar tosse, dificuldade respiratória ou regurgitação.
  3. Alimentar: Ocorre aumento do volume dos linfonodos na cavidade abdominal. Vômitos, anorexia, diarreia e perda de peso são os principais sinais clínicos.
  4. Extranodal: acomete qualquer órgão ou tecido (ex.: renal, neural, ocular, cutâneo)

Entre os gatos, a forma mais comum é a mediastinal e alimentar e nos cães a forma mais comum é a multicêntrica.

O tratamento é basicamente à base de quimioterapia e embora o linfoma não seja considerado uma doença curável e sim controlável, quanto mais cedo se iniciar o tratamento, mais chances de se chegar à remissão, que é quando o paciente está clinicamente normal, sem sintomas detectáveis. O paciente com linfoma tem a chance de aproximadamente 75% de chegar à remissão se for tratado com quimioterapia aumentando a sobrevida. Leve rotineiramente seu animal ao veterinário para fazer um checkup, principalmente animais mais velhos.

Colunista: Jackelyne Dutra – CRMV-GO 05767
Revisão: Rosana de Carvalho
Jornalismo Portal Panorama

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