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Parvovirose: Doenças que mais afetam cães, sobretudo animais mais jovens

Foto: Vânia Santana / PaNoRaMa
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Colunista: Jackelyne Dutra – CRMV-GO 05767

É uma das doenças que mais afetam cães, sobretudo animais mais jovens, que não possuem o sistema imunológico formado ou não foram adequadamente vacinados. O parvovírus canino tipo – 2 (CPV-2) é transmitido pela eliminação fecal e a porta de entrada é a via oronasal. O parvovírus afeta o trato gastrointestinal e o coração desses animais.

Os sinais clínicos podem variar muito, e a duração da doença também, mas geralmente é de curso rápido e pode ser bastante severa. Os sintomas mais comuns mostram vários graus de diarreia e vômito com odor fétido e sangue nas fezes; perda de apetite, febre, fraqueza, panleucopenia e desidratação. Os sintomas no coração podem acontecer ou não e vão de morte súbita a uma insuficiência cardíaca congestiva em filhotes menores de 6 meses.

As cadelas imunizadas por vacinação passam alguns anticorpos (defesas internas) para os filhotes através da amamentação, o que os protege durante as primeiras semanas de vida, após este período o cachorro está dependente da sua própria imunidade para combater a infecção. Por isso, aconselhamos que filhotes sejam vacinados na data correta com vacinas de qualidade. E que enquanto eles não forem imunizados com as 3 doses não saiam para passear, pois podem se contaminar no ambiente e por outros cachorros infectados e também não devem tomar banhos em pet shop. Há surtos de parvovírus em todas as épocas do ano e é uma doença altamente contagiosa e com gravidade e mortalidade variáveis.

Existem raças que são mais sensíveis à doença, e normalmente tem curso muito rápido, onde o animal deve ser levado com a maior rapidez para ser internado em algum hospital veterinário. São essas raças: Rottweiller, Pastor Alemão, Doberman e cães de raça nórdicas (Huskies, Malamutes, etc..) mas qualquer raça pode contrair a doença.

Parvovírus pode ter uma taxa de mortalidade bastante elevada nos filhotes de cachorro, apesar da terapêutica precoce ou agressiva. Não há cura específica, por isso o tratamento consiste na prestação de cuidados de suporte de modo que o corpo possa produzir anticorpos suficientes para neutralizar o vírus. Tratamento de suporte consiste em antibióticos para combater infecções bacterianas secundárias, fluidos para corrigir a desidratação e controle do vômito e diarréia.

O vírus é resistente e sobrevive no ambiente por meses ou anos, e ele não é afetado pela maioria dos detergentes, mas a água sanitária comum (hipoclorito de sódio) em uso regular é um dos meios mais baratos de neutralizar o vírus. Ela deve ser diluída 1 parte de lixívia para 32 partes de água para torná-la segura quanto ao uso em animais e ainda assim ser eficiente. A água sanitária deve permanecer em contato com a superfície a ser desinfectada durante pelo menos 5 a 10 minutos.

Sabe-se que nem todos os casos de diarreia hemorrágica, acompanhada ou não de vômito, são causadas pelo parvovírus canino. Normalmente a clínica fornece testes de ELISA para o diagnóstico da doença, mas é muito comum teste falso-negativo. Resultados dos testes são mais precisos se realizados após cinco dias depois dos primeiros sinais clínicos aparecerem.

O calendário de vacinação de seu cão deve estar rigorosamente em dia, filhotes antes de receber a terceira dose de vacina devem permanecer em casa, longe de possíveis fontes de infecção. O ambiente em que cães ficam deve ser regularmente limpos com água sanitária. Principalmente se já houve algum animal com “parvo” na casa. Leve seu animal regularmente ao veterinário. Prevenir sai mais barato que remediar!

Colunista: Jackelyne Dutra – CRMV-GO 05767
Revisão: Rosana de Carvalho
Foto Capa: Vânia Santana
Jornalismo Portal Panorama

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