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Conheça a história de Cristina Lopes

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Quero compartilhar com vocês a história de uma pessoa que me ensinou muito como profissional de fisioterapia e como pessoa. Sua força de viver, superação e seu entusiasmo ao tratar os pacientes vítimas de queimaduras é algo que encanta e cativa a todos em sua volta. Acompanhe essa história que a cada dia continua fazendo mais ainda pelas pessoas, agora na política.

Que fique o alerta para todas as mulheres.

Cristina Lopes: um novo sentido para a vida

Em 1986, com apenas 20 anos, recém-formada em Educação Física, em Curitiba, Cristina Lopes Afonso foi vítima de grave violência cometida pelo ex-namorado, inconformado com o fim do relacionamento. O caso comoveu o Brasil. A jovem teve 85 por cento do corpo queimado. Diante da trágica experiência, ela buscou a superação e uma nova forma de encarar a vida.

Cristina passou por 24 cirurgias, e a família teve que se desfazer de bens para arcar com o alto custo do tratamento. Ao longo da dolorosa recuperação, decidiu voltar aos estudos, formando-se em Fisioterapia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Especializou-se em queimaduras para ajudar pessoas que passam por sofrimento parecido. “A partir da minha recuperação gradativa, o combate à violência contra a mulher, o socorro aos queimados e a prevenção de queimaduras passaram a ser missão em minha vida”, conta.

Em busca de tratamento, Cristina se mudou definitivamente para Goiânia em 1992, onde iniciou carreira. Trabalhou por mais de 20 anos no mesmo hospital que, durante o tratamento, a acolheu como paciente. Foi responsável pelo serviço de reabilitação e fisioterapia da unidade.

Cristina ajudou a criar normas para o atendimento de queimados no país e a fundar a Sociedade Brasileira de Queimaduras e o primeiro curso de Fisioterapia em Goiás, na Universidade Estadual de Goiás, onde deu aulas por 15 anos.

Criou o Núcleo de Proteção aos Queimados, entidade não-governamental que acolhe vítimas de queimaduras que não têm recursos para o tratamento. “Por eu ter passado pelo mesmo drama, acabo estabelecendo com os pacientes um forte vínculo, que me estimula a colaborar pela recuperação emocional deles”, explica.
A tentativa de homicídio contra Cristina se tornou um caso emblemático na Justiça Brasileira e no combate à violência de gênero. Depois de travar luta incansável, ela conseguiu levar a júri popular o homem que ateou fogo em seu corpo. Ele foi condenado a 14 anos e 9 meses de prisão e cumpriu a pena. “Foi o primeiro caso exemplar de condenação com vítima viva”, comenta.

Em 2012, Cristina Lopes se elegeu vereadora em Goiânia com 6.080 votos. Na Câmara Municipal, tem atuação de destaque na melhoria de serviços públicos, como saúde, educação e transporte, além de lutar pela aplicação adequada dos recursos arrecadados com os impostos e pelos direitos do cidadão e do servidor público. Também trabalha em favor da preservação do meio ambiente, pela cultura de paz e pela garantia de princípios básicos da cidadania, como o direito à vida e à liberdade.

Cristina tem ainda como meta ampliar a atuação política por acreditar que pessoas honestas, com bons projetos e disposição para o trabalho precisem ocupar espaços de poder, como única saída para transformar o Brasil. Defende que mais mulheres se dediquem à política, na luta por direitos fundamentais e pelo fim do preconceito e da discriminação de gênero.

Colunista: Maria Odete Passos Garcia
Revisão: Rosana de Carvalho
Jornalismo Portal Panorama

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