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santa - nico mirandaO saguão principal do Palácio Pedro Ludovico Teixeira se transformou em espaço para a exposição de obras de artesão goianos por meio do Goiás Mostra Artesanato, iniciativa da Secretaria de Indústria e Comércio (SIC). Nesta semana estão sendo apresentadas ao público que frequenta o local, casebres, casarões e igrejas esculpidas pelo artesão Ernesto Antônio, cerca de 50 peças feitas com barro de Pirenópolis (GO). “Eu busco inspiração onde vivi a maior parte da minha vida, na fazenda, em Silvânia (GO). É muito gratificante essa iniciativa do governo de valorizar o artista goiano”, destaca o artesão. O título do trabalho, Casas Sertanejas, visa retratar a história de Goiás. A mostra prossegue até sexta-feira, dia 16.

O artesão Nicodemos, de Jataí (GO), trará suas peças produzidas com pedaços de cabaças para o Goiás Mostra Artesanato, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, do dia 26 a 30 deste mês. “Nós acreditamos que aqui ele vai poder mostrar sua obra para muito mais gente, porque por aqui circulam cerca de 50 mil pessoas por semana”, destaca o gerente de Arranjos Produtivos Locais e Artesanato da Secretaria de Indústria e Comércio (SIC), André Franco. As peças não podem ser comercializadas no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, mas os interessados podem adquirí-las na central do Artesanato da SIC, que funciona na Rua 1, nº 147, Setor Central (entre as avenidas Goiás e Tocantins), em Goiânia, onde são expostas obras de vários artesãos goianos.

O Goiás Mostra Artesanato faz parte do Programa do Artesanato Goiano da Superintendência de Micro e Pequenas Empresas da SIC, que pretende levar para o público as obras de 50 artesãos mais renomados do Estado de Goiás. “Nós criamos um calendário de exposições para 2014 e 2015, com os 50 artesãos mais renomados de Goiás. Isso aqui é um laboratório para que ao final desses dois anos possamos produzir um livro sobre o artesanato goiano”, diz André Franco.

CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE O ARTISTA JATAIENSE:

Com um estilete nas mãos, enquanto mostra como faz as peças, Nicodemos explica que a técnica poderia tornar-se referência para o artesanato brasileiro.
Com um estilete nas mãos, enquanto mostra como faz as peças, Nicodemos explica que a técnica poderia tornar-se referência para o artesanato brasileiro.

Jornalista, escritor, professor e artesão, Nicodemos Souza de Miranda, de 65 anos, é um dos raros artistas que trabalham com cabaça, fruto de plantas da família das cucurbitáceas, no Brasil. A técnica inovadora, que ele mesmo construiu ao longo de 40 anos no município de Jataí, a 322 km de Goiânia, foi reconhecida pela Unesco como Excelência em Produtos Artesanais no Mercosul em março deste ano.

“Os índios Guarani já usavam a cabaça antes mesmo do homem branco pisar aqui. Nossos avós e bisavós carregavam água em cabaça, tomavam leite e também a utilizavam como cuia para arroz e feijão. É uma peça que tem muitas utilidades, até para o artesanato”, justifica Nicodemos.

Com um estilete nas mãos, enquanto mostra como faz as peças, Nicodemos explica que a técnica poderia tornar-se referência para o artesanato brasileiro, além de ser mais uma fonte de renda para produtores rurais e artesãos da cidade. “Tenho a maior dificuldade em encontrar cabaças psra comprar. Ninguém mais planta”, afirma. “Quando encontro, pago R$ 10 por peça. E não produzo mais por falta de material”, emenda.

Nicodemos confecciona tartarugas, lamparinas, tatus e a santa inanimada, que motivou o prêmio da Unesco. As peças têm preço a partir de R$ 60 e podem levar até dois dias para ficarem prontas. “São produtos com valor agregado, que têm bom lucro. Por isso, é tão importante que outras pessoas aprendam a técnica.”

Os objetos de decoração são tratados com betume da Judeia (piche) dissolvido em solvente para que tenham mais vida útil e emendados com cola. O artesanato é vendido, prioritariamente, na loja Artesanatos Indígenas Bero Can, em Barra do Garças (MT). Ele também já fez exposições em Goiânia e Jataí.

No fundo de casa, ao lado do ateliê, o professor devoto de Nossa Senhora Aparecida tem uma cabaceira. Já chegou a colher 260 frutos. “É uma matéria-prima saudável que não agride ao meio ambiente”. Hoje, já aposentado das escolas, Nicodemos mantém as atividades de escritor e é microempreendedor individual (MEI).

FOTOS: PMJ

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2 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns para todos os artesões mas principalmente para o Prof. Nicodemos Miranda, o qual trabalhamos juntos em Barra do Garças – MT por vários anos. É um excelente profissional de comunicação.

  2. Parabéns a todos os artesões de goiás, mas principalmente ao Prof. Nicodemos o qual trabalhamos juntos por vários anos em Barra do Garças MT é um excelente profissional na comunicação também.

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